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  • na mÍdia

  • Arca Universal - ReabilitaÇÃo cardÍaca

    Atividade física regular e orientada por um profissional age em função de melhor qualidade de vida para o paciente cardíaco ou de risco

    As doenças cardíacas são a principal causa de morbimortalidade (índice de mortes, que incide em uma população, causadas por determinado tipo de doença) no mundo todo. Muitos hábitos do cotidiano sobrecarregam o coração do ser humano, que precisa ser amparado para obter saúde. A reabilitação cardíaca tem a função de melhorar a qualidade de vida e reduzir o risco após o início de uma doença cardíaca, por meio da atividade física aeróbica (caminhadas, pedaladas e step) regular e orientada por um profissional.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a reabilitação cardíaca é o conjunto de atividades que oferece ao paciente condição física, mental e social para que retome sua vida de uma forma tão normal quanto possível. A OMS também aponta que realizar atividades moderadas, ou seja, 30 minutos diários por 5 vezes na semana, traz um efeito benéfico para o organismo.

    “Dividir esses 30 minutos em três sessões por dia de 10 minutos também é recomendado para pessoas sem histórico de cardiopatia. Se a pessoa trabalha ou estuda próximo de casa, vale à pena ir a pé. Já para quem sofre com algum sintoma ou fator de risco, o ideal é ir aumentando gradativamente o exercício aeróbico”, explica a professora Daniele Kallas, especialista na área pelo Instituto do Coração de São Paulo (InCor) e em fisiologia do exercício pela Universidade Federal de São Paulo e Escola Paulista de Medicina (Unifesp – EPM).

    IndicaÇÕes
    A reabilitação cardíaca é indicada para quem sofre disfunções cardiovasculares, como a hipertensão, ou sofreu um infarto do miocárdio, e para aqueles que possuam os seguintes fatores de risco: tabagismo, sedentarismo, obesidade, colesterol elevado, diabetes, uso excessivo de álcool e dificuldade de gerenciamento das situações de estresse e nos relacionamentos. “A hereditariedade aumenta muito a prevalência das doenças do coração, mas, hoje, já se sabe que cerca de 53% dos casos estão relacionados diretamente ao estilo de vida que o paciente leva”, afirma Daniele.

    Para que as atividades surtam efeito, os pacientes devem ser co-responsáveis pela nova educação corporal e psicológica pela qual estão sendo sujeitos. Eles têm que seguir um estilo de vida saudável. Os principais objetivos da reabilitação cardíaca são manter e melhorar a capacidade funcional e a qualidade de vida, educar o paciente, prevenir novas complicações cardíacas e controlar os fatores de riscos.

    Nenhum exercício sozinho tem efeito mágico no paciente. A medicação é importantíssima durante o tratamento e a reabilitação. “O paciente deve seguir as orientações do médico e cumpri-las. Não deixar de tomar o remédio. O processo crônico de uma doença necessita do efeito do medicamento dentro da sua periodicidade estabelecida”, aponta a especialista.

    Acompanhamento
    Durante a atividade física, é importante que o paciente esteja sendo orientado de perto por um profissional. “O instrutor deve monitorar as respostas cardiovasculares do paciente, porque a medicação muda o comportamento do organismo. Quem é hipertenso, por exemplo, ingere um betabloqueador que deixa a frequência cardíaca mais baixa, e a resposta de um exercício aeróbico não chega a 130 batidas, o que seria o ideal. Mas aquele paciente pode ser estimulado a descobrir outras formas de identificar o esforço, como pelo cansaço subjetivo”, explana a especialista.

    Ainda segundo ela, a atividade física regular é tão necessária e importante para a saúde do indivíduo que estudos comprovam o quanto o treino aeróbico regular incide diretamente na regulação da pressão arterial. “Um paciente hipertenso leve poderá até zerar a medicação, o paciente moderado poderá diminuir a quantidade e o grave poderá ter controlada a doença, como também reduzida a medicação. A atividade física age como um efeito protetor sobre o controle endócrino, metabólico e arterial”, conclui.


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