RH Central – LideranÇa pelo Empreendedorismo
Após termos apresentado uma série de artigos discutindo a ética, o conhecimento, a busca por resultados e a comunicação como características da liderança, finalmente abordaremos a 5ª e última das características fundamentais ao líder no começo do século XXI. Trata-se da autoridade empreendedora. A história da humanidade está repleta de nomes, de norte a sul, do passado distante aos dias mais recentes.
Dessa forma, em inúmeras culturas, de líderes que fizeram a diferença. Simplesmente conseguiram transformar ideéias e sonhos em realidade, alterando pessoas e sociedades para melhor. Se usássemos uma expressão contemporânea, diria que foram empreendedores. O significado de empreender, expresso no dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, deixa claro seu sentido e sua força: “deliberar-se a praticar, propor-se, tentar (empresa laboriosa e difícil).
O uso correto da palavra empreender implica que a tarefa a ser realizada não será algo comum, mas difícil, ou laboriosa. Sem sombra de dúvida aponta-se para um trabalho diferenciado, cujo grau de dificuldade estará acima da média, e cujas conseqüências impactarão de forma qualitativa a toda uma coletividade.
Iniciar um novo negócio, reformular e aperfeiçoar um antigo negócio, desenvolver um projeto diferenciado, realizar uma pesquisa com metodologia inovadora, criar um programa de alta performance, entre tantos exemplos possíveis, são tarefas realizáveis dentro da lógica do empreender.
Temos debatido com amigos e colegas de diferentes áreas de atuação um aspecto que muito nos inquieta: está se tornando comum encontrarmos pessoas que se contentam com pouco, para as quais qualquer resultado parece bom, que parecem adormecidas e alienadas para o crescimento daquilo que chamo de “cultura da metade”, isto é, serviços, produtos e projetos feitos pela metade, sem cuidado, “de qualquer jeito”, sem atenção aos detalhes, sem comprometimento, sem vida...
Que triste constatação! Para combater esta cultura negativa e prejudicial a qualquer sociedade que se considere séria, o antídoto está na busca por empreendedores. São eles que, ao se mostrarem focados no cumprimento de trabalhos desafiadores, diferenciados, únicos em sua máxima expressão, inspirarão seus liderados a níveis de performance incomparáveis aos obtidos pelos adeptos da “cultura pela metade”.
É esta força, a verdadeira manifestação da autoridade empreendedora, que pode nos conduzir a estágios mais avançados enquanto sociedade.