Revista Melhor - GestÃo de Pessoas - 20/08/09
Nova visão sobre a ginástica laboral
Objetivo é ampliar as possibilidades de ação e intervenção desses programas
Repensar a metodologia aplicável na ginástica laboral, transformando-a em um espaço educativo de conceitos, procedimentos e atitudes relacionados ao bem estar, de forma a agregar valor ao trabalhador e às organizações. Essa nova maneira de ver a ginástica laboral será apresentada por Daniele Kallas, diretora da Ecos - Educação Corporal e Saúde, amanhã (20), às 8h30, na Sala da Inovação. Com o tema "A ginástica laboral como ferramenta de educação em saúde", os autores do trabalho propõem que as intervenções nessa área possam ajudar a construir contribuições significativas para a mudança de comportamento e para a efetiva intervenção no bem estar e na qualidade de vida das pessoas. Essa nova metodologia tem premissas educativas com origem nos 4 pilares da educação da Unesco, que são divididos em aprender a conhecer, a fazer, a ser e a conviver.
"O que propomos é um enriquecimento das possibilidades de intervenção da ginástica laboral. A idéia é torná-lo um poderoso espaço educativo na medida em que os participantes - durante a realização de exercÃcios, alongamentos e dinâmicas de grupo - tomam contato com conhecimentos e aprendem aspectos a respeito do que estão realizando. Dessa forma, podem vivenciar e refletir sobre seus padrões de comportamento, seus valores e atitudes", explica Daniele.
Essa abordagem metodológica visa ampliar as possibilidades de ação e intervenção da ginástica laboral nos programas de qualidade de vida no trabalho. Além disso, evoca a necessidade de uma atuação profissional voltada verdadeiramente à promoção e a mudança de comportamento em saúde. "A simples reprodução de exercÃcios não é mais suficiente. Devemos atribuir significado para os mesmos e também agregar valor e conhecimento aos participantes e as organizações", afirma o outro co-autor do trabalho e também diretor da ECOS, Sidnei Batista. Segundo ele, um programa de ginástica laboral deveria ser capaz de transcender os espaços da intervenção - geralmente o ambiente de trabalho - e poder ser levado pelos trabalhadores para o contexto de suas vidas.