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  • na mÍdia

  • RH Central – O Grande LÍder

    O tema liderança está em evidência há algum tempo e acredito que continuará ainda dando o que falar nos próximos anos. Não apenas dentro das organizações, mas em todo o ambiente social já que o espaço organizacional apresenta-se inserido em algo mais amplo, naquilo que chamamos justamente de sociedade, com a qual compartilha necessidades, tendências, forças, fraquezas, entre várias outras questões.

    Fato marcante de tal conectividade entre empresas e sociedade é a crise que atravessamos, cujas conseqüências acarretam importantes repercussões financeiras tanto nas organizações quanto na sociedade em geral, exigindo líderes com autoridade para a busca das respostas aos desafios do momento.

    A recente sucessão presidencial norte-americana é um ótimo exemplo do quanto um líder pode fazer a diferença, para o melhor e para o pior. O nada saudoso ex-presidente Bush tornou-se modelo de como um líder não deve ser.

    Basta lembrar dos equívocos da antiga liderança da Casa Branca, como os erros na diplomacia com o Oriente Médio, a excessivamente demorada ocupação iraquiana, a falta de controle em setores importantes da economia, os lastimáveis abusos aos direitos humanos na prisão de Abu Ghraib, e o cenário mundial que temos visto logo se explica...

    Nas organizações não é diferente, porque grandes líderes podem fazer coisas memoráveis. Mas se as organizações buscam lideranças, pessoas com autoridade suficiente para comandar ou coordenar, as grandes empresas (não me refiro a tamanho físico, mas ao tamanho no campo das idéias, dos conceitos, da inovação) buscam grandes líderes, isto é, aqueles indivíduos cujas características realmente marcam, sendo capazes de inspirar o pensamento e o comportamento das pessoas.

    Quais seriam essas características? O que diferencia um grande líder de outro apenas bom ou até mesmo mediano? Não seria necessário reunirmos virtudes de um “Super Homem” ou de uma “Mulher Maravilha” - heróis épicos guardados nas gavetas das minhas lembranças infantis - mas certamente algo os diferencia.

    Refiro-me a 5 tipos de autoridade classificadas de forma didática em blocos complementares para facilitar sua visualização: autoridade ética, intelectual, comercial, comunicacional e empreendedora.

    Sucintamente, falaria da capacidade de mobilizar o que há de melhor em cada liderado pela autoridade ética, o exemplo de comportamento diante das situações, sempre encontrando formas de lidar respeitosamente com as referências alheias enquanto as sintonizam com as suas próprias. Pela autoridade intelectual, o domínio do assunto com o qual trabalha e a capacidade de pensar e decidir; pela autoridade comercial, expressa no saber navegar nas pressões do mercado encontrando rotas firmes rumo aos resultados; pela autoridade comunicacional, com a qual consegue estabelecer contatos, gerar parceiros, criar vínculos e reunir as diferenças; e finalmente pela autoridade empreendedora, sem a qual jamais poderia transformar suas potencialidades em ação.

    Reunir todas essas qualidades pode não parecer fácil, mas o fato é que um grande líder se faz ao longo de uma história de vida, com permanente aprendizado e vontade de avançar. Não nasce pronto ou encontra suas qualidades de repente. Investe em si mesmo, e torna-se melhor passo a passo.

    Portanto, se você, amigo leitor, independente de estar mais próximo dos 20 ou dos 70 anos, considera que ainda tem chão pela frente, anime-se e invista em suas próprias capacidades. Ter autoridade em um dos blocos citados já é um bom começo. Mantenha-o afinado, e busque desenvolver outras qualidades. As empresas e a sociedade agradecem!

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